Corra que a Polícia Vem Aí (2025) é tudo que o cinema esqueceu que precisava

Corra que a Polícia Vem Aí
Foto: Paramount Pictures

Você se lembra dos três filmes de Corra que a Polícia Vem Aí estrelados por Leslie Nielsen. E você sabe muito bem quem é Liam Neeson, conhecido por diversos longas de ação, como Busca Implacável (2007). Agora, chegou a vez do veterano de obras sérias encarar o maior desafio de sua carreira – quer dizer, foi o que pareceu quando o anunciaram como protagonista da nova versão do clássico da comédia policial.

Sob a direção de Akiva Schaffer (Tico e Teco: Defensores da Lei), Corra que a Polícia Vem Aí (2025) chega como porta-voz de um humor que o cinema se esqueceu de como fazer, isto é: um ótimo pastelão.

Na trama, que Schaffer assina com Dan Gregor e Doug Mand (ambos de How I Met Your Mother), Neeson vive Frank Drebin Jr., ninguém menos que o filho do protagonista de Nielsen. Punido por erros em várias abordagens, o detetive é escanteado pelo departamento de polícia, junto com seu esquadrão especial. Porém, surge em sua patrulha de trânsito um acidente para lá de suspeito. Isso é tudo que o roteiro precisa para dar início à narrativa.

Assim como os títulos da virada da década de 80 para 90, a produção mantém em pauta conspirações de megacorporações que planejam atacar a geopolítica mundial. O exemplo da vez é Richard Cane (Danny Huston), um magnata da tecnologia como Elon Musk, que parece estar por trás de crimes sem sentido.

Humor despretensioso, mas nem tanto

Além de Drebin Jr., surgem personagens como seu parceiro, Ed Hocken Jr. (Paul Walter Hauser), a chefe de polícia Davis (CCH Pounder) e Beth Davenport (Pamela Anderson), a irmã da vítima fatal no caso investigado pelo protagonista. Os diálogos entre eles apresentam piadas e trocadilhos que caminham entre a ingenuidade e o coragem de fazê-las hoje em dia.

Deste modo, o humor atinge assuntos delicados como violência policial, mas também se apoia em situações mais bobas e literais. Essa variedade permite risadas ritmadas, com Liam Neeson como maestro.

Para quem for ao cinema, a versão em inglês oferece a oportunidade única de ouvir a voz de Neeson em uma comédia. Já a opção dublada em português oferece pérolas como uma piada sobre o Palmeiras e seu retrospecto em mundiais.

E tudo isso em 1h25, duração que é marca registrada da série.

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