A Lenda de Tarzan mostra a força da natureza e a selvageria do homem

Estrela de diversas produções ao longo dos anos, como a animação da Disney e a série de TV da década de 1960, o célebre personagem criado pelo escritor Edgar Rice Burroughs volta a protagonizar uma nova aventura, em A Lenda de Tarzan (The Legend of Tarzan, EUA, 2016). Com Alexander Skarsgård (True Blood) na pele de Tarzan e Margot Robbie (Esquadrão Suicida) como Jane, o filme dirigido por David Yates (Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2) não se dedica a recontar a origem do “Rei das Selvas” e aposta numa abordagem mais séria.

Na trama, que se passa em 1889, Tarzan não vive mais na África, e, sim, em Londres (Inglaterra), levando uma vida burguesa como John Clayton III, o Lorde Greystoke, com sua esposa Jane ao seu lado. Transformado numa celebridade devido ao seu histórico inusitado, o rapaz é convidado para retornar ao Congo em uma visita com suposto valor político. Junto da amada e do aliado norte-americano George Washington Williams (Samuel L. Jackson, de Capitão América 2: O Soldado Invernal), Tarzan embarca em uma jornada orquestrada pela ganância e vingança.

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No filme, Tarzan tem George Washington Williams como seu companheiro de aventuras. (Foto: Warner Bros. Pictures)

Enviado pelo falido monarca belga, o Capitão Leon Rom (Christoph Waltz, de Bastardos Inglórios) lidera um processo de escravização do país africano, mas tal dominação só será concretizada com a chegada de um exército de mercenários, que poderá ser pago com as joias mais preciosas do Congo. E, para obter estes tesouros (além de créditos com o rei), Leon Rom firma acordo com o guerreiro Mbonga (Djimon Hounsou, de Diamante de Sangue), líder de uma tribo local e também um antigo desafeto de Tarzan.

Talvez para não soar como uma adaptação em live-action do clássico da Disney, o filme investe em cenas de ação semelhantes a um blockbuster de super-herói, um Tarzan menos ingênuo (e caladão) e caracteriza Jane como uma “mocinha” durona, capaz até de cuspir na cara dos bandidos. Para quebrar toda essa seriedade, A Lenda de Tarzan apresenta ao público uma das atuações mais divertidas do veterano Samuel L. Jackson nos últimos tempos.

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Não espere que a Jane de Margot Robbie seja passiva e indefesa. (Foto: Warner Bros. Pictures)

Embora não impressione como uma aventura repaginada de Tarzan, o título tem dois grandes acertos: mostrar os animais como seres de grande poder e abordar toda a violência empreendida pelo homem na busca por seus objetivos. Deste modo, se por um lado os gorilas e os hipopótamos demonstram força para partir ossos e fazer o chão tremer, uma brutalidade maior ainda é vista quando pessoas são acorrentadas, enjauladas e mortas pelo seu semelhante, aparece um carro cheio de presas de elefante ou com um aristocrata caminhando na rua com um jacaré na coleira.

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O papel de Leon Rom não é exatamente uma novidade para o ator Christoph Waltz. (Foto: Warner Bros. Pictures)

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A Lenda de Tarzan estreia nesta quinta-feira (21/07) nos cinemas.

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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