O quarto episódio da 5ª temporada de The Boys funciona menos como um capítulo de grandes viradas e mais como uma experiência de puro caos controlado (ou descontrolado).
A ida dos Boys a Fort Harmony em busca do V1 parece começar como missão tática, mas rapidamente vira outra coisa. O episódio transforma a base em um laboratório de paranoia, ressentimento e violência, e usa isso para colocar seus personagens uns contra os outros.
A planta que manipula emoções poderia soar como puro delírio, mas dentro do universo da série funciona quase como catalisador para tudo o que já estava prestes a explodir.
Quando os Boys viram seus próprios inimigos
O mais interessante é que a ameaça principal do episódio não está exatamente em um vilão externo.
Está nas fissuras do grupo.
Butcher, Hughie, Leite Materno, Francês e Kimiko passam o episódio empurrando uns aos outros até o limite, e a série encontra humor mesmo nesse colapso. Há algo quase cartunesco no melhor sentido em ver esse caos se transformar em briga, pânico e absurdo.
E é justamente esse humor venenoso que impede o episódio de virar apenas filler.
Homelander abraça o próprio delírio
Enquanto Fort Harmony implode, Capitão Pátria segue em outra espiral.
A ideia dele se reinventar como “Profeta da América” é talvez uma das sátiras mais delirantes da temporada até aqui. Mas o episódio não trata isso só como piada. Há algo profundamente perturbador em ver o personagem transformar narcisismo em messianismo.
E isso conversa muito com o tom geral do capítulo. Tudo parece à beira do colapso.
Soldier Boy adiciona mais combustível
Como se Fort Harmony já não fosse explosivo o suficiente, a entrada de Soldier Boy torna tudo ainda mais instável. Ele não entra para equilibrar nada, entra para piorar. E o episódio entende muito bem o peso disso. Sua presença mantém a sensação de que qualquer cena pode sair do controle.

