Enquanto Diablo IV começou com a trágica e complexa Lilith, o horizonte da franquia aponta para um inimigo ainda mais insidioso: Mephisto. Com a expansão Lord of Hatred confirmada apenas para 28 de abril de 2026, a Blizzard nos deu um “gostinho” vital do que está por vir, liberando o acesso antecipado à classe que promete ser a linha de frente contra a escuridão: o Paladino.
Neste hands-on, analisamos como o retorno desta classe clássica muda a dinâmica do jogo e prepara o terreno para o confronto com o Senhor do Ódio.

O prenúncio: Mephisto aguarda
Embora a campanha completa em Nahantu e o confronto direto com Mephisto ainda estejam no futuro, a presença do Senhor do Ódio já paira sobre o Santuário. A narrativa se constrói sobre a expectativa: sabemos que o Pai de Lilith é um manipulador supremo, diferente da força bruta de Baal ou do terror puro de Diablo.
O que a chave de acesso nos permitiu ver é que a luta contra Mephisto não será vencida apenas com fúria, mas com convicção inabalável. É aqui que entra a nova (e nostálgica) adição ao elenco.
A resposta ao Ódio: o Paladino
Para combater um mal tão antigo e corruptor quanto Mephisto, o aço comum não basta. O retorno do Paladino serve como o contraponto perfeito à corrupção que se avizinha.
Testando a classe, fica claro que a Blizzard quis resgatar a fantasia do “guerreiro santo” de Diablo II, mas com a brutalidade física de Diablo IV.
Jogabilidade: o Paladino traz uma mistura satisfatória de defesa impenetrável e magias sagradas ofensivas. Diferente do Bárbaro, que absorve dano com o corpo, o Paladino o mitiga com a fé e escudos, transformando defesa em ataque.
Auras e Suporte: a mecânica de auras volta com força, incentivando o jogo em grupo. Em um mundo que será dividido pelo ódio de Mephisto, o Paladino força a união dos jogadores, bufando aliados e purificando áreas corrompidas.
Destaque de lore: a redenção de Zakarum
Jogar com o Paladino neste momento adiciona uma camada rica de lore. Com a antiga fé de Zakarum em ruínas, o personagem não é apenas um soldado, mas um peregrino tentando limpar o nome de sua ordem antes que o Senhor do Ódio termine de corromper o mundo. A sensação é de que estamos treinando o único soldado capaz de resistir aos sussurros de Mephisto em 2026.

Veredito do hands-on: a luz necessária
Pontos fortes:
Nostalgia renovada: o kit de habilidades do Paladino é uma carta de amor aos fãs veteranos, adaptado perfeitamente para o combate moderno e visceral do jogo.
Visual imponente: as armaduras e os efeitos de luz sagrada contrastam lindamente com a atmosfera sombria e sangrenta do jogo base.
O que esperar: ainda não podemos pisar em Nahantu nem enfrentar Mephisto, mas a adição do Paladino revitaliza o jogo atual. A classe é robusta, divertida e tematicamente essencial.
Se Lord of Hatred promete ser um mergulho na corrupção psicológica, o Paladino é a âncora moral que precisávamos. A guerra contra o Ódio começa em 2026, mas o recrutamento dos soldados da luz começa agora. E, a julgar pelo poder dessa nova classe, o Inferno terá trabalho duro pela frente.

