Da Magia à Sedução: Sequência é um verdadeiro deleite nostálgico a fãs

Sally Borges
Foto: Reprodução/Warner Bros.

É inegável que o filme “Da Magia à Sedução: Feitiço do Amor” traz de volta uma nostalgia maravilhosa para os fãs da franquia. A sequência chegou aos cinemas brasileiros no início de setembro, resgatando não apenas o talento de Sandra Bullock e Nicole Kidman, mas também o desafiador protagonismo feminino das últimas décadas.

Da Magia à Sedução

A história da família Owens não foi a favorita da crítica em 1998, quando o primeiro filme foi lançado. À época, o longa foi injustamente detonado pela mídia internacional apenas por colocar mulheres no centro da narrativa. A produção, porém, ganhou reconhecimento ao longo dos anos, tornando-se um clássico cult que ultrapassa gerações.

Não há quem cite “Da Magia à Sedução” sem lembrar-se do besouro que anuncia a morte ou a festa das Owens regada a margaritas. A continuação de Susanne Bier acerta em cheio ao preservar elementos que não saíram da cabeça dos fãs e dar um toque encantador à evolução de cada uma das personagens.

Foto: Reprodução/Warner Bros.

Novas gerações

Sobretudo, “Feitiço do Amor” vai mostrar Sally (Bullock) tentando proteger as filhas, Kylie (Joey King) e Antonia (Maisie Williams), da herança mágica. Ela opta por esconder delas a maldição ancestral que ronda aquelas que encontram o amor. Kylie, por sua vez, descobre a verdade da pior forma e tenta de tudo para colocar um fim no feitiço.

O que deixa a produção ainda mais fascinante é a conexão irreparável entre Sally e a irmã Gillian (Kidman). Embora tenham estilos de vida completamente opostos, as duas se unem para um único objetivo: salvar a vida de Kylie. Enquanto uma segue com seu jeito responsável e cômico, a outra traz toda a sua autenticidade e impulsividade.

O sentimento agridoce vem com o retorno das tias originais: Jet (Dianne West) e Frances (Stockard Channing). Acima de tudo, a obra foca na nova geração enquanto aproveita tudo o que o elenco primário trouxe de encantador para a história inicial. Em meio a isso, há ainda muita comédia, efeitos especiais e amores novos na vida das Owens.

Foto: Reprodução/Warner Bros.

Irmandade

Da mesma forma, o filme deixa a desejar em alguns pontos, especialmente ao esquecer de explorar a irmandade entre Kylie e Antonia. Uma está no centro das atenções. Já a outra é completamente esquecida e mal aproveitada na obra. Não há química, não há elo, não há irmandade. Ainda que os efeitos especiais sejam poucos, eles não deixam de enfraquecer a obra com um amadorismo em pleno 2026. Até o longa de 1998 traz mais ilusão que a sequência.

Baseado nos livros de Alice Hoffman, o filme também conta com Xolo Maridueña, Solly McLeod e Lee Pace no elenco. Em síntese, o retorno da família Owen pode não agradar os críticos novamente, mas será sempre uma continuação acolhedora para os fãs. Afinal, sempre há espaço para mais um clássico cult em Hollywood.