Depois de anos cercado por incertezas, Coyote vs. Acme finalmente ganhou seu primeiro trailer e confirmou estreia nos cinemas em 28 de agosto. A produção híbrida entre live-action e animação retorna ao calendário após ter sido cancelada pela Warner Bros. em 2023 e posteriormente adquirida pela Ketchup Entertainment.
Dirigido por Dave Green, o longa reimagina o universo dos Looney Tunes em uma comédia judicial centrada em um processo movido por Wile E. Coyote contra a Acme, empresa responsável por décadas de invenções que falharam em sua perseguição ao Papa-Léguas.
Coiote leva a Acme aos tribunais
A premissa parte justamente de uma piada clássica dos desenhos e a transforma em motor narrativo. Depois de uma vida inteira sendo sabotado por produtos defeituosos, o personagem decide responsabilizar a corporação na Justiça. No filme, ele conta com um advogado vivido por Will Forte, enquanto John Cena interpreta o representante legal da Acme.
O trailer aposta em humor físico, metalinguagem e caos cartunesco, ao mesmo tempo em que transporta a lógica absurda dos Looney Tunes para o universo de uma sátira judicial.
Filme mistura tribunal e legado dos Looney Tunes
Inspirado em um artigo publicado pela The New Yorker em 1990, o longa transforma esse conceito em uma comédia que combina live-action e animação. Além do Coiote, o filme traz participações de personagens clássicos como Bugs Bunny e Daffy Duck, ampliando a conexão com o legado da franquia.
A proposta usa o absurdo característico desses personagens para construir algo entre homenagem e reinvenção.
Um filme que quase não chegou aos cinemas
A trajetória do projeto também virou parte de sua história. Produzido com orçamento estimado em US$ 70 milhões, o longa foi concluído antes de ser engavetado pela Warner em meio a mudanças estratégicas do estúdio. O caso chamou atenção em Hollywood e transformou o filme em símbolo dos projetos cancelados após prontos.
A aquisição pela Ketchup Entertainment em 2025 recolocou o título em circulação e abriu caminho para seu lançamento mundial.
Humor clássico ganha nova chance
O que o trailer indica é uma aposta em explorar justamente o contraste entre lógica jurídica e absurdo cartunesco. Transformar décadas de armadilhas explosivas e fracassos do Coiote em uma disputa judicial é o tipo de ideia que reforça a proposta irreverente do filme.
Ao mesmo tempo, a produção carrega um peso simbólico por finalmente chegar ao público após anos de incerteza.

