Multiplayer ousado, campanha estranha: o contraste de Black Ops 7

Multiplayer ousado, campanha estranha: o contraste de Black Ops 7
Foto: Activision

Lançado em 14 de novembro, Call of Duty: Black Ops 7 chega com a promessa de ser o maior título da franquia. Desenvolvido pela Treyarch em parceria com a Raven Software, o jogo tem recebido reações divididas – um reflexo direto de sua própria proposta. Para veteranos que pediam inovação, a Activision finalmente mudou a fórmula, mas de forma desigual: o multiplayer e o modo Zombies brilham, enquanto a campanha tropeça em uma estrutura experimental que tenta ser complexa demais.

Campanha de Black Ops 7 desaponta jogadores solo

A narrativa continua os eventos de Black Ops 2 e traz de volta David Mason e a JSOC em 2035. A campanha foi criada para o cooperativo, e isso prejudica quem joga sozinho. O enredo aposta no medo como arma, com alucinações e sequências oníricas que soam mais confusas do que impactantes. Para quem espera a ação cinematográfica linear dos títulos clássicos, falta coesão. Sem outros jogadores humanos, o ritmo cai, a IA oscila e a experiência solo se torna repetitiva.

Multiplayer de Black Ops 7 entrega a jogabilidade mais fluida da série

No multiplayer, Black Ops 7 realmente mostra força. A Treyarch aprimorou o Omnimovimento, entregando a movimentação mais fluida da série. Mergulhos, deslizes e corridas em qualquer direção deixam os tiroteios dinâmicos. São 16 mapas para o 6v6 e dois para o 20v20, com arenas caóticas ao estilo Nuketown e mapas mais estratégicos. O sistema de Overclock e modos como Skirmish ampliam as possibilidades. Para quem joga online, este é um dos sandboxes mais completos da franquia.

Modo Zombies renasce com mapa atmosférico e nostalgia de Black Ops 2

O Zombies retorna ao formato clássico por rodadas. “Ashes of the Damned” é um mapa vasto no Dark Aether, equilibrando atmosfera, nostalgia e progressão moderna. A volta dos GobbleGums e o novo sistema de Aumentos reforçam a personalização sem perder o espírito arcade, evocando a era Black Ops 2.

Endgame: o novo modo de extração de Black Ops 7

O jogo também estreia o Endgame, um modo PvE de extração em mundo aberto ambientado em Avalon. Ele se desbloqueia após a campanha e funciona como extensão da história, com contratos, chefes e áreas tóxicas. A ideia é promissora, mas ainda carece de ajustes para não parecer um Warzone contra bots.

Vale a pena jogar Call of Duty: Black Ops 7?

Black Ops 7 é um título de contrastes: entrega um dos melhores multiplayers da década e um Zombies excelente, mas traz uma campanha que deve ser lembrada como um experimento fracassado. Para quem busca social, grind e sobrevivência, vale cada minuto. Já para jogadores solo focados na história, a recomendação é esperar promoção – ou se concentrar nos modos que realmente funcionam.

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