3ª temporada: Invencível traz terror e quebra de status quo

Foto: Prime Video

Dizer isso parece chover no molhado, mas, em sua 3ª temporada, Invencível superou limites (os seus próprios e os de muitos concorrentes) ao apostar na quebra do status quo de seu protagonista, trazendo confrontos épicos e momentos de total terror. A série, baseada nos quadrinhos de Robert Kirkman, se concentra em apresentar Mark Grayson (Steven Yeun) ciente de suas vulnerabilidades e nada disposto a tê-las exploradas por novos e antigos inimigos, nem por antigos aliados.

Em 10 episódios, a atração retorna com o trauma causado por Angstrom Levi (Sterling K. Brown), vilão que invadiu a casa do herói e colocou em risco as vidas de sua mãe e irmão caçula. Como você sabe, a batalha que encerrou a segunda temporada terminou num ataque de fúria de Invencível, que acreditava ter matado Levi. Também ecoa na cabeça de Mark as falas da Eve Atômica (Gillian Jacobs) de uma realidade alternativa, que o incentivou a falar de seus sentimentos para sua Eve.

Virada de chave

As coisas mudam quando, num ataque de Doc Seismic (Chris Diamantopoulos), vilões reformados surgem para ajudar os Guardians of the Globe a mando de Cecil (Walton Goggins). Posteriormente, ao invadir o Pentágono para tirar satisfações, Mark é tratado como uma ameaça, sendo colocado em uma armadilha diante de centenas de androides.

Essa é a deixa para que o jovem, que há algum tempo vem escolhendo trabalhar por conta própria, perceba que sua vida como herói não apenas saiu do controle – como também deixou de ser sua. É aqui que a temporada aciona seu primeiro grande gatilho: a chegada de Conquista, vivido por Jeffrey Dean Morgan, um dos Viltrumitas mais violentos e brutais da mitologia criada por Kirkman.

Conquista entra em cena e o caos começa

A entrada de Conquista marca o ponto de ruptura da temporada. A luta entre ele e Mark é longa, devastadora, sangrenta e recheada de momentos que fazem o espectador prender a respiração. Assim como nos quadrinhos, Conquista funciona como o teste final para o protagonista: até onde Invencível está disposto a ir para proteger quem ama? Até onde ele aguenta antes de quebrar?

A temporada não economiza na escala – é guerra Viltrumita, destruição global e uma avalanche de consequências. E tudo isso funciona porque a animação continua madura, chocante e esteticamente impecável.

Arcos paralelos que ampliam o drama

Enquanto Mark enfrenta seus terrores pessoais, Debbie Grayson (Sandra Oh) tem seu próprio processo de cura, e Nolan/Omni-Man (J.K. Simmons) retorna ao centro da narrativa em trechos que aprofundam a cultura e a política dos Viltrumitas. Já Atom Eve (Jacobs) vive uma de suas temporadas mais importantes, equilibrando drama e autodescoberta.

Outro destaque é a presença de Powerplex (voz de Aaron Paul), cuja vingança contra Invencível adiciona camadas morais à série – reforçando o tema: “toda ação tem consequência”.

Nada de crossover com o Homem-Aranha

A série brinca com realidades alternativas, múltiplas versões de Mark e até referências sutis a grandes ícones dos quadrinhos – mas o tão especulado crossover com o Homem-Aranha, mencionado por Kirkman em tom de brincadeira durante entrevistas, não acontece na animação. A 3ª temporada prefere seguir o caminho próprio e expandir seu próprio multiverso, com easter eggs centrados no material original.

Escala maior, drama maior, impacto maior

Com episódios que parecem “finais de temporada” do começo ao fim, a 3ª temporada de Invencível mantém a assinatura de ação intensa, sangue, coração e humanidade – tudo o que tornou a série um sucesso desde o dia 1.

E mais uma vez, Mark precisa lutar, sangrar, errar e se reerguer. Mas agora, diante de Conquista, da invasão Viltrumita e de uma comunidade global desconfiada, ele descobre que ser “Invencível” é menos sobre força, e mais sobre resiliência.

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