Star Wars: Spin-off prova que Han nunca deve estar “Solo”

Nós o amamos, e ele sabe. Han Solo, o contrabandista espacial de Guerra nas Estrelas – interpretado por Harrison Ford (“Indiana Jones” e “Blade Runner”) na trilogia clássica e em Star Wars: O Despertar da Força –, é o protagonista do novo filme da Lucasfilm. Dirigido pelo veterano Ron Howard (Uma Mente Brilhante), Han Solo: Uma História Star Wars (Solo: A Star Wars Story) chega para contar as origens do piloto da Millennium Falcon em uma trama divertida, que fala sobre “honra entre ladrões”, sob a desconfiança dos fãs mais saudosistas.

Spin-off – a exemplo de Rogue Uma História Star Wars –, o título remete à juventude de Han Solo (Alden Ehrenreich, de Ave, César!), como um garoto de rua em Corellia, que tenta sobreviver negociando cargas roubadas, para proteger e fugir com sua namorada, Qi’ra (Emilia Clarke, de Game of Thrones). Porém, quando uma sequência de infelicidades separa o casal, Han decide se tornar o piloto mais rápido que a galáxia já conheceu para recuperar o amor de sua vida, mesmo que, para tanto, precise virar o fora da lei mais procurado do universo, junto a uma trupe de mercenários.

O filme mostra o primeiro encontro entre Han Solo, Chewbacca e a nave Millennium Falcon. (Foto: Lucasfilm)

Com vibe de “heist movie” (“filme de assalto”, em tradução), Han Solo: Uma História Star Wars coloca o contraventor intergaláctico em uma caçada genérica – pelo combustível altamente valioso chamado coaxium –, e peca ao criar para uma história de origem bastante pacata para um personagem tão icônico. Quando parece estar no caminho errado, a obra recebe coadjuvantes de luxo, como o amigo wookie Chewbacca, e o contrabandista fanfarrão Lando Calrissian (Donald Glover, de Atlanta), que contribuem com carisma, humor e nostalgia.

Cronologicamente entre Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith e Rogue One, o título se esforça para agradar com muito fan service, como citações a Jabba, o Hutt, aos caçadores de recompensas Bossk e Aurra Sing, menção a Tatooine e Scarriff, figurinos de Star Wars: O Retorno do Rei e uma rápida aparição do ator Warwick Davis (Caravana da Coragem – Uma Aventura Ewok). Destaque para a memória do longa, que traz referências à frase “Eu sei” e situações como “quem atirou primeiro” e ao “Percurso de Kessel”, que são elementos que definiram Solo ao longo dos anos.

Em alta devido ao clipe This Is America, Donald Glover encarna Lando Calrissian. (Foto: Lucasfilm)

Dividindo o público como fez Star Wars: Os Últimos Jedi, Han Solo: Uma História Star Wars consegue divertir e entreter, mesmo enfrentando problemas de atuação do elenco e roteiro – e sem possuir o peso de um dos capítulos principais. Sem esquecer do passado, a produção também mira a futuro da franquia, com a apresentação da rebelde Enfys Nest (Erin Kellyman, de Raised by Wolves) e os Cavaleiros da Nuvem.

Paul Bettany (Vingadores: Guerra Infinita) surge como o vilão Dryden Vos. (Foto: Lucasfilm)

Spoiler: Não há cena pós-créditos, mas atenção para uma das cenas finais com Darth Maul – sim, o Sith de Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma – e sua Aurora Escarlate.

Han Solo: Uma História Star Wars está em cartaz desde 24 de maio.

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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