Slender Man: Pesadelo Sem Rosto assusta pelos motivos errados

Depois de vampiros, lobisomens e zumbis, o Slenderman é a mais nova aposta de Hollywood. A lenda urbana chega aos cinemas em Slender Man: Pesadelo Sem Rosto (Slender Man, EUA, 2018), filme que tenta explorar todo seu terror e popularidade conquistada online – desde seu surgimento no fórum CreepyPasta. Um lançamento da Sony Pictures, a produção é dirigida por Sylvain White (Hawaii Five-0) e mostra como um grupo de adolescentes de uma pequena cidade de Massachusetts (EUA) tem suas vidas afetadas após invocar o mito da internet.

Com 1 hora e 33 minutos de duração, o longa acompanha as desventuras das amigas Hallie (Julia Goldani Telles, de The Affair), Wren (Joey King, de A Barraca do Beijo), Katie (Annalise Basso, de Capitão Fantástico) e Chloe (Jaz Sinclair, de Cidades de Papel), que cedem à curiosidade e se embrenham no folclore contemporâneo de Slenderman. Porém, uma a uma, as garotas começam a ser perseguidas pela sinistra criatura, cujos propósitos são um mistério – as vítimas podem ser levadas à outra dimensão, enlouquecidas ou assassinadas.

Mexendo com a cabeça dos jovens, Slenderman é um personagem criado por Victor Surge. (Foto: Sony Pictures)

A obra procura descrever o Slenderman como um vírus que se alastra pela internet, atacando a mente dos desgarrados, mas também como predador que rapta crianças na floresta – entretanto, as presenças em ambiente digital e real são insossas e superficiais, deixando a sensação de oportunidade perdida. Apesar da premissa interessante, Slender Man: Pesadelo Sem Rosto ainda tem problemas para estabelecer sua estrutura narrativa, demonstrando dificuldades para envolver o público e entregar uma conclusão satisfatória.

Slender Man: Pesadelo Sem Rosto está em cartaz desde 23 de agosto.

Comentários
Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Comentários estão fechados.