BGS 2016: Os games mais promissores da área indie – Parte 1

Repleta de atrações, como grandes lançamentos, novas tecnologias e a presença de personalidades do cenário pop, a Brasil Game Show 2016 também abre espaço paras os jogos alternativos, possibilitando ao público o contato direto com os títulos desenvolvidos por agências pequenas e produtores individuais. Na cobertura da maior feira especializada da América Latina, a reportagem percorreu a área indie e mostra quais são os games mais promissores da BGS 2016. Confira:

Eternity – The Last Unicorn

Criado pela Void Studios, Eternity – The Last Unicorn apresenta uma aventura baseada na mitologia nórdica, mesclando partes de ação em 3ª pessoa, puzzles e elementos de RPG. Produzido na Unreal Engine 4, o game, que remete aos títulos “God of War”, “Resident Evil” e “The Legend of Zelda”, conta com dois personagens jogáveis: a elfa Aurehen e o guerreiro Bior. Na BGS 2016, é possível testar dois trechos diferentes, sendo um voltado para a exploração do cenário e outro ao combate de ondas de inimigos. Eternity – The Last Unicorn já está confirmado para PS4, Xbox One e PC.

Dolmen

Resultado de apenas 45 dias de trabalho, Dolmen traz uma elaborada história espacial que se passa no ano de 4152, “com o tenente Willian Arns acordando do estado de animação suspensa em uma base militar alienígena, um ambiente inóspito e desconhecido”. Desenvolvido pela Massive Work Studio, o jogo segue os moldes de Dark Souls e, em sua ambientação e climatização, lembra os filmes da série “Alien” e “Prometheus”. Inicialmente, os idealizadores de Dolmen têm propensão a lançá-lo para PC.

Lupy Quest

Se você é fã de games no estilo “metroidvania”, o Lupy Quest é uma das melhores opções disponíveis na Brasil Game Show 2016. Uma homenagem às tradicionais aventuras plataforma em 2D, a criação da Too Nerd To Die reúne elementos de “Metroid”, “Castlevania”, “Megaman” e “Prince of Persia” em fases de um mapa-múndi próprio, aliando-os à beleza gráfica e a proposta de ser extremamente desafiador. Com influência da civilização maia e armaduras a coletar, Lupy Quest deve ser disponibilizado para console e na Steam.

Kriaturaz

Segundo game a conseguir incentivos da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, Kriaturaz transporta personagens do folclore brasileiro (como Lobisomem, Curupira, Sereia Iara e Mapinguari) e lendas urbanas para as telas de smartphone e computador. Produzido pela Messier Games & Animations, o jogo oferece ação, aventura e duelos por turnos, em cenários que recriam pontos turísticos do Brasil, elaborados com gráficos coloridos e traços semelhantes aos cartuns. No entanto, além da disponibilização de diversas figuras míticas, Kriaturaz tem como maiores diferenciais a integração entre celular e PC e o uso da geolocalização para definir qual será a criatura inicial dos jogadores – a exemplo de Pokémon Go, haverá ovos que chocarão monstrinhos característicos de cada região do País.

John’s Escape

Imagine que você foi preso injustamente. O que faria para escapar e voltar à liberdade? Este é o mote de John’s Escape, da desenvolvedora Six Visions. Voltado para públicos entre 25 e 35 anos, o título se concentra na consagrada dinâmica de “Stealth Puzzle” (assim como “Metal Gear Solid”, “Splinter Cell”, “Sly Cooper” e “Assassin’s Creed”), com visão em terceira pessoa e inova ao discutir com os jogadores quais os limites da violência empregada para cumprir um objetivo.

Em John’s Escape, é preciso fugir da prisão usando furtividade e o mínimo de violência. (Foto: Henrique Almeida)

Dino Lost

Da Supernova Game Studio, Dino Lost foi idealizado para incentivar os gamers a explorarem cenários e completarem missões secundárias. Com lançamento previsto para o final deste ano – possivelmente para PC e Xbox One – o jogo acompanha a jornada de Bob, um pequeno dinossauro perdido de seus pais. Foi feito na engine Unity, o RPG em 3D coloca seu protagonista para percorrer 20 fases, divididas em 5 biomas (deserto, praia, floresta, caverna e selva), mas que só poderão ser acessadas quando o player coletar determinado número de pernis, achados ao redor das gigantescas telas e com a eliminação de inimigos (outros dinossauros, plantas carnívoras e insetos gigantes).

Sertão Profundo – A Maldição da Botija

Numa fusão da cultura nordestina com os heróis dos quadrinhos (assista ao vídeo abaixo e confira algumas falas que remetem ao Lanterna Verde), Sertão Profundo – A Maldição da Botija (ou “Lampião Verde – A Maldição da Botija”) mistura elementos dos gêneros RPG, “roguelike” e plataforma, em uma saga que envolve poderes, pragas e criaturas místicas do imaginário local. Concebido pelo estúdio paraibano de games Narsvera, Sertão Profundo – A Maldição da Botija é completamente em 3D e obteve sucesso em sua campanha na Kickante, plataforma de financiamento coletivo.

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado) em 2013 e fundador do Boletim Nerd. Realizou a cobertura da CCXP, Brasil Game Show e Campus Party e do lançamento de Logan, Mulher-Maravilha e Homem-Aranha: De Volta ao Lar.

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