Belíssimo e alternativo, A Chegada é o filme de ETs que você precisa ver

Baseado no livro Story of Your Life, de Ted Chiang, A Chegada (Arrival, EUA, 2016) entra em cartaz nos cinemas brasileiros na quinta-feira (24/11), já credenciado indubitavelmente como um dos melhores filmes do ano de 2016. Dirigida por Denis Villeneuve (Sicario: Terra de Ninguém) e protagonizado por Amy Adams (Batman vs Superman: A Origem da Justiça) e Jeremy Renner (Capitão América: Guerra Civil), a obra apresenta uma trama sensível, bem elaborada e que foge do óbvio, além de oferecer uma experiência visual incrivelmente bela.

Com 1h56min de duração, o longa mostra “a chegada” de 12 naves (chamadas de “casulos”) em diferentes locais do planeta Terra (como China, Rússia e Venezuela) e acompanha os primeiros contatos entre terráqueos e alienígenas na região de Montana, nos Estados Unidos. Deste modo, com estranhos objetos pairando no céu, a Dra. Louise Banks (Adams), uma linguista renomada, é convocada para ajudar os militares americanos liderados pelo Coronel Weber (Forest Whitaker, de Por Um Fio) a descobrir “o que eles querem” e “de onde vêm”.

arrival-a-chegada-sony-pictures-2017-1

Enquanto ensina seu idioma aos ETs, Louise Banks compreende que a língua dos aliens tem ligação com o tempo. (Foto: Sony)

Na tentativa de estabelecer comunicação com os extraterrestres, batizados de “heptapods”, Banks trabalha ao lado do físico teórico Ian Donnelly (Renner). E assim a dupla adentra a espaçonave para se relacionar com Abbott e Costello – como os aliens são apelidados – através de uma espécie de parede de vidro, estudando os símbolos que as criaturas usam para “conversar” com os humanos. Em sua história linear, a produção se concentra nos métodos inusitados da doutora para dialogar e os efeitos que ela sofre ao compreender sua língua.

Em uma narrativa riquíssima, o filme é intercalado por vários flashes que, inicialmente, sugerem compor as lacunas do passado de Louise Banks, mas a partir de certo momento deixam de fazer sentido até mesmo para a protagonista, brincando com a imaginação do telespectador… Distante de Perdido em Marte e mais próximo do que foi Interestelar, a obra trabalha com linhas de tempo diferentes, porém, com maestria, consegue descomplicar todas as suas tramas (minutos antes dos créditos finais) de modo que tudo se encaixa perfeitamente.

arrival-a-chegada-sony-pictures-2017-2

A compreensão da língua dos ETs permite que a Dra. Louise Banks veja períodos de tempo futuros. (Foto: Sony)

Com atuação excepcional de Amy Adams e boas participações de Jeremy Renner e Forest Whitaker, A Chegada encanta pela fotografia sofisticada e torna-se ainda mais atrativo por investir em uma abordagem sensível e não convencional (quando se trata de uma superprodução envolvendo ETs). Sem prédios explodindo nem conspirações incluindo o presidente dos Estados Unidos, o longa aborda o que é ser humano e entrega uma mensagem de paz, indicando que a união dos povos pode ser o próximo passo para a evolução.

Uma nova visão para o gênero sci-fi, A Chegada não dispensa cenas de suspense e um susto ocasional!

A Chegada estreia nos cinemas nesta quinta-feira (24/11).

Comentários
Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Comentários estão fechados.