Animação Batman: A Piada Mortal traz mudanças, mas é macabra como a HQ

Seguindo com a iniciativa de transformar as suas grandes sagas das HQs em animações, a DC Comics apresenta aos fãs a adaptação de Batman: A Piada Mortal, uma das histórias mais icônicas de todos os tempos, criada pelo aclamado roteirista Alan Moore (Watchmen e V de Vingança) e com a belíssima arte de Brian Bolland (Juiz Dredd). Diferente da obra publicada em 1988, a produção conta com um curto e inédito prólogo sobre a relação de Batman/Bruce Wayne e Batgirl/Barbara Gordon, modifica alguns diálogos e cenas e acentua questões consideradas ambíguas nos quadrinhos.

Dirigida por Sam Liu (Liga da Justiça: Crise em Duas Terras) e escrita pelo ilustre Brian Azzarello (premiado roteirista de Coringa e do início de Mulher-Maravilha na fase de Os Novos 52), a produção traz Mark Hamill (o Luke Skywalker, de Star Wars) voltando a dublar o Coringa – o ator já emprestou sua voz para o vilão na série de games Batman: Arkham. Além disso, o título tem Kevin Conroy (Batman: A Série Animada) como Batman/Bruce Wayne, Tara Strong (Beware the Batman) como a Batgirl/Barbara Gordon e Ray Wise (Twin Peaks) como o Comissário James Gordon.

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Como na HQ, fica clara a sensação de que o Coringa está mais descontrolado do que nunca. (Foto: DC Comics)

Com traços parecidos com os de Bolland, a animação não se limita a recriar Batman: A Piada Mortal página por página, pois, aproveita a oportunidade para mostrar ao público uma narrativa que contextualiza a participação da Batgirl, introduzindo com profundidade a vigilante que atua com o Batman e a jovem mulher por trás da máscara. Assim, a atração (além de ganhar alguns valiosos minutos, uma vez que tem somente 1h e 16min de duração) não só aumenta a expectativa sobre os eventos macabros que estão por vir, como também amplia a empatia pela personagem.

Após o capítulo preparatório, o que se vê é um filme tão fiel quanto possível à graphic novel de Moore, respeitando desde os menores detalhes (incluindo o número “0801” da cela do Coringa) até as suas características mais marcantes (como os flashbacks e o tom decisivo na dinâmica do herói e o vilão). Entretanto, para quem está com a HQ na memória, são notáveis as alterações feitas em certas falas e sequências de ação, sendo um dos maiores exemplos o discurso do Coringa durante o ataque a Barbara e seu pai, Jim. Vale ressaltar que nada disso interfere ou prejudica a experiência.

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Será que esse é o último encontro entre o Batman e o Coringa? (Foto: DC Comics)

Se as polêmicas sobre a insinuação de abuso sexual de Barbara Gordon cometido pelo Coringa e o assassinato do antagonista nas mãos do Batman não deixaram de pairar nos 28 anos desde que a história em quadrinhos foi lançada, a animação não se arrisca a dar as respostas definitivas. Contudo, Batman: A Piada Mortal é integral e perceptivelmente conduzido por uma perspectiva adulta e, talvez devido à mudança de mídias ou a troca de roteiristas, não é difícil fazer uma nova interpretação sobre o que aconteceu…

Com première marcada para o dia 22 de julho na San Diego Comic-Con (nos Estados Unidos), Batman: A Piada Mortal terá uma sessão especial nos salas da rede Cinemark em 25/07 (saiba como adquirir o seu ingresso clicando aqui).

O filme contém uma cena pós-créditos.

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A cena extra procura amenizar os impactos de Batman: A Piada Mortal sobre Barbara Gordon. (Foto: DC Comics)

A classificação indicativa é de 14 anos.

Assista ao trailer de Batman: A Piada Mortal e sorria!

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Henrique Almeida

Henrique Almeida

Jornalista formado pela FIAM e fundador do Boletim Nerd. Foi colaborador da Coluna Mundo Geek, da GloboNews, e foi palestrante na Campus Party Brasil. Realizou a cobertura da Comic Con Experience, Brasil Game Show e Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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